Constanca Maria de Mendonça Rolim de Moura Barreto, Duquesa de Loulé
1826–1879
- Nasceu
- 7 jun. de 1826, Lisboa
- País de nascimento
- Reino de Portugal, hoje Portugal
- Faleceu
- 18 out. de 1879, Cascais
- fatos
- 6
- fontes
- 1
- imagens e arquivos
- 0
Fatos e suas fontes
Toque num fato para ver de onde ele vem.
- Nascimento7 jun. de 1826, LisboaProvável1 fonte
- Falecimento18 out. de 1879, CascaisProvável1 fonte
- Pai ou mãeJosé Maria de Figueiredo Cabral da Câmara, 2º Conde de BelmonteConfirmado1 fonte
Uma vida no tempo
Nasceu · Lisboa
Nascimento, Lisboa
Nasceu um filho(a): Maria Domingas José de Mendonça Rolim de Moura Barreto, 3.º Duquesa de Loulé
Nascimento
Nasceu um filho(a): Ana de Jesus Maria de Mendoça Rolim de Moura Barreto
Nascimento, Lisboa
Morreu · Cascais
Falecimento, Cascais
Como era a vida?
O mundo em Lisboa, 1826: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.
Quando Constanca nasceu, em 1826, Lisboa pertencia ao Reino de Portugal, governado por João VI de Portugal.
João VI de Portugal
monarca de Portugal, 1816–1826 · Reino de Portugal
Maria II de Portugal
monarca de Portugal, 1826–1828 · Reino de Portugal
Miguel I de Portugal
monarca de Portugal, 1828–1834 · Reino de Portugal
José Rodrigues
1828 · pintor português
Júlio Verne
1828 · escritor francês
Henrik Ibsen
1828 · Norwegian playwright and theatre director (1828–1906)
Henri Dunant
1828 · empreendedor de Suíça
Dante Gabriel Rossetti
1828 · English poet, illustrator, painter, and translator (1828-1882)
Hippolyte Taine
1828 · crítico e historiador francês, membro da Academia francesa (cadeira 25: 1878-1893)
Moda política e mudanças na cintura
Após as mudanças constitucionais de 1820, as mulheres portuguesas da moda adotaram acessórios em azul e branco, como fitas, plumas e echarpes, por vezes com mensagens e emblemas alegóricos. Em 1825, a moda da cintura natural foi definitivamente adotada, substituindo os estilos de cintura alta anteriores.
Ouro no traje camponês madeirense
Na Madeira, as mulheres do campo abastadas identificavam-se por correntes de ouro, que davam duas voltas ao pescoço e prendiam à parte inferior dos seus corpinhos coloridos e, por vezes, bordados. Tanto homens como mulheres apertavam as suas camisas de linho fino com botões, por vezes de ouro.
Música na capela real
Na capela real, os organistas por vezes tocavam árias consideradas demasiado ternas e voluptuosas para a solenidade dos serviços religiosos. As cerimónias religiosas eram espetáculos que combinavam música, incenso e luzes para comover profundamente as multidões de joelhos.
As origens do Fado
O fado surgiu na Lisboa do século XIX como uma forma de música espontânea cantada em tabernas, ruas e casas, frequentemente associada a figuras marginalizadas como marinheiros e cocheiros. Os intérpretes improvisavam frequentemente poesia sobre o amor e a vida quotidiana, por vezes acompanhados por guitarras.
Dependência de Viagens Fluviais e Costeiras
Devido à falta de estradas e transportes públicos adequados, as viagens fluviais e costeiras eram essenciais, embora fossem frequentemente lentas, desconfortáveis e arriscadas. Num caso registado, uma viagem de barco entre Alhandra e Lisboa ficou parada devido à maré baixa e ao nevoeiro, forçando os passageiros a esperar até à meia-noite para chegar ao destino.
Perigos Surpreendentes em Viagens de Mula
Os viajantes montavam frequentemente mulas em albardas de carga sem estribos, rédeas ou freios, deixando os animais seguir os seus trilhos habituais por entre os pinheiros. Como os animais estavam treinados para reconhecer as tabernas, frequentemente galopavam ao avistá-las, forçando os passageiros a baixar-se para evitar bater com a cabeça nos umbrais das portas.
Ambientes de aprendizagem informais nas "casas da escola"
O ensino ocorria frequentemente em ambientes informais conhecidos como "casa da escola", onde o espaço de habitação do professor era combinado com as salas de aula. Estes espaços mantinham frequentemente uma atmosfera doméstica, utilizando por vezes objetos domésticos juntamente com artigos especializados, como as ardósias lancasterianas.
Instalações limitadas de água, higiene e cozinha
As habitações comuns não tinham água canalizada ou saneamento, dependendo muitas vezes de métodos dispendiosos ou difíceis de recolha de água; a higiene era rudimentar e muitas casas urbanas eram ocupadas por várias famílias. O aquecimento e a iluminação eram limitados e, em muitas casas populares, cozinhava-se sobre três pedras em vez de fogões.
Rotinas diárias e refeições em tabernas
Os trabalhadores frequentemente começavam o dia às 6 da manhã com um mata-bicho, composto por pão e um copo de aguardente, antes de irem para o trabalho. Refeições em tabernas também eram comuns, onde os homens podiam comer meio pão, carapaus e um quartilho de vinho.
Alimentos básicos das famílias comuns
As famílias comuns comiam tipicamente broa, sardinhas e sopas de vegetais, batatas e feijão. Carne e peixe eram escassos, tornando a sardinha um alimento básico para os pobres, muitas vezes esfregada no pão para dar sabor.
Preços de bens essenciais em 1834
Em 1834, na vila de Atalaia, o pão de trigo custava 30 réis por arrátel, enquanto a carne era significativamente mais cara, custando a de vaca 70 réis por arrátel.
Custos de alimentos básicos em 1834
Em 1834, outros alimentos básicos acessíveis em Atalaia incluíam carne de cabra a 35 réis por arrátel e milho a 300 réis por alqueire.
Longas jornadas de trabalho e trabalho infantil
O trabalho agrícola durava tipicamente do nascer ao pôr do sol, estendendo-se por vezes por dezasseis horas nos longos dias de verão. Os camponeses dependiam do trabalho manual com ferramentas como malhos para debulhar, e as crianças começavam a trabalhar em idades muito precoces, como guiando carros de bois ou pastoreando animais.
Salários e sustento diário dos trabalhadores
Os salários diários dos trabalhadores variavam significativamente por região e tarefa, com um jornaleiro do Douro a ganhar 200 réis e um pedreiro de Lisboa a ganhar 700 réis. Os trabalhadores tinham frequentemente de levar a sua própria comida, tipicamente composta por pão de mistura, azeitonas e bacalhau salgado, enquanto os que estavam com contratos sazonais podiam dormir em barracões comuns e nus.
Durante a vida
- 1846
Revolta da Maria da Fonte (1846)
As revoltas da Maria da Fonte eclodiram em 1846 devido a novos impostos e leis de saúde, provocando guerra civil e agitação social entre o campesinato.
Família
Antepassados e filhos
Abrir a árvore completaQuatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.
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