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Maria Manuela, Princesa de Portugal

1527–1545

Nasceu
15 out. de 1527, Coimbra
País de nascimento
Reino de Portugal, hoje Portugal
Faleceu
22 jul. de 1545, Valladolid
fatos
10
fontes
3
imagens e arquivos
0

Fatos e suas fontes

Toque num fato para ver de onde ele vem.

Uma vida no tempo

  1. Nasceu · Coimbra

    Nascimento, Coimbra

  2. Evento · princess consort

    Evento

  3. Morreu · Valladolid

    Falecimento, Valladolid

Como era a vida?

O mundo em Coimbra, 1527: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.

Quando Maria nasceu, em 1527, Coimbra pertencia ao Reino de Portugal, governado por João III de Portugal.

Conhecido(a) por

Maria Manuela de Portugal, foi uma infanta portuguesa. Ela era a segunda filha do casamento de João III e Catarina de Áustria e a única filha do casal a chegar à adolescência. O seu único irmão sobrevivente, Príncipe João de Portugal, viria a falecer aos dezassete anos deixando como herdeiro o futuro rei D. Sebastião.

Títulos

  • Princesa consorte1543–1545
Quem governava
  • João III de Portugal

    monarca de Portugal, 1521–1557 · Reino de Portugal

Moda

Traje cerimonial e vestuário de luto

O vestuário cerimonial no início do século XVI era frequentemente pesado, desconfortável e concebido apenas para ser observado, impedindo intencionalmente quem o usava de realizar tarefas diárias simples. Neste período, os que estavam de luto usavam tecidos grosseiros como burel, almáfega e vaso como forma de penitência.

A loba: uma veste exterior versátil

Durante o início do século XVI, homens e mulheres usavam uma veste chamada loba, um manto exterior largo que chegava aos tornozelos e ocultava a forma natural do corpo. Era frequentemente usada em cerimónias públicas, honoríficas ou de luto.

Música

Instrumentos musicais comuns em Portugal no século XVI

Instrumentos musicais comuns em Portugal antes de 1500 incluíam cordofones como alaúdes e harpas, instrumentos de sopro como flautas, gaitas de foles e órgãos, e percussão como pandeiros e adufes. Muitos instrumentos eram usados em contextos seculares e religiosos, embora alguns fossem proibidos pela igreja nas cerimónias religiosas.

Por volta de 1500–1524

Música durante as refeições reais

O Rei D. Manuel I ouvia música durante as suas refeições, com conjuntos de charamelas, sacabuxas, cornetas, harpas, tamboris e rabecas a tocar todos os domingos e dias santos.

Como se viajava

Distâncias e ritmo diário de viagem

Uma comitiva apressada com montadas podia percorrer cerca de 40 quilómetros por dia, desde que não usassem bois, que eram muito mais lentos. Os viajantes mediam distâncias em léguas, embora fossem imprecisas e muitas vezes determinadas pelo número de tabernas onde os almocreves queriam parar.

Por volta de 1500–1524

Distâncias de viagem diárias

Uma comitiva apressada a cavalo poderia percorrer cerca de 40 quilómetros por dia, embora esta distância fosse significativamente reduzida se os animais de tração fossem bois.

Dia a dia

Cozinha e dietas diárias básicas

Cozinhava-se em lareiras e braseiros usando potes de cerâmica, e combustível como lenha e carvão era uma despesa doméstica significativa que tinha de ser gerida cuidadosamente. As refeições diárias centravam-se tipicamente no pão, vinho, leguminosas, cebola, alho e vegetais da época, sendo o peixe uma fonte primária de proteína.

Vida multifuncional em casas urbanas apertadas

Em cidades como Lisboa, muitos lares modestos viviam em quartos alugados estreitos onde cozinhar, dormir e armazenar estavam todos comprimidos num único espaço. Estas casas usavam frequentemente divisórias de madeira, cortinas e bancos para fazer com que as divisões servissem múltiplos propósitos ao longo do dia.

Comida

Alimentos Comuns e Iguarias de Mercado

A sardinha era um peixe comum e acessível para os pobres, enquanto lacticínios frescos como queijos, natas e pães-de-leite eram vendidos em feiras ou por vendedoras ambulantes, por vezes adulterados com água. Para adoçar, consumiam-se produtos à base de mel, como alféloas e pinhoada.

Base Alimentar e Substitutos da Carne

Embora o pão, o vinho e a sopa fossem a base da alimentação comum, a carne era considerada um luxo, sendo frequentemente substituída por vegetais como grão-de-bico, favas e lentilhas. Os legumes eram consumidos cozidos em sopas ou acompanhamentos, e não crus em saladas.

Preços e salários

Preço de aves e luxo da carne

Em 1499, uma galinha custava 30 réis, sendo o consumo de carne geralmente considerado um luxo que não estava ao alcance de todos.

Por volta de 1500–1524

Custo do Pão Mais Elevado nas Cidades

Em centros urbanos como Lisboa, Funchal e cidades do Algarve, o custo do pão diário era duas vezes superior ao das zonas agrícolas rurais.

Trabalho

Diversidade de Ofícios na Lisboa Quinhentista

Na Lisboa do século 16, os trabalhos comuns incluíam artesãos, comerciantes e inúmeros vendedores de alimentos, como as regateiras que vendiam peixe e produtos agrícolas. Pessoas escravizadas também desempenhavam um papel importante, trabalhando como vendedores ambulantes, aguadeiros e mão de obra em diversos ofícios.

Vida de Trabalho Rigorosa e Dificuldades Marítimas

Um dia de trabalho para os trabalhadores era rigorosamente definido pela luz do dia e pelos sinos religiosos, com o descanso reservado principalmente para domingos e dias santos. Os marinheiros enfrentavam condições particularmente duras, com longas e perigosas viagens e rações limitadas e de má qualidade, como biscoito seco e carne salgada.

Durante a vida

  1. 1531

    Forte sismo atinge Portugal

    Um forte tremor de terra atingiu Portugal em 1531, o qual alguns religiosos da época atribuíram às ações dos cristãos-novos.

  2. 1536

    Estabelecimento da Inquisição Portuguesa

    O Papa Paulo III estabeleceu a Inquisição em Portugal através de uma bula papal, impactando significativamente a vida de muitos súbditos.

  3. 1540

    Recuperação demográfica e econômica

    Após um período de guerra, meados do século XVI viu uma recuperação demográfica, com a população atingindo cerca de 32.000 lares e Pamplona alcançando 10.000 habitantes.

  4. 1540

    Primeiro auto-de-fé em Lisboa

    O primeiro auto-de-fé, um ritual público de penitência para os condenados pela Inquisição, realizou-se em Lisboa em 1540.

Família

Antepassados e filhos

Abrir a árvore completa

Quatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.