Maria Rita de Bragança
1731–1808
- Nasceu
- 22 maio de 1731, Lisboa
- País de nascimento
- Reino de Portugal, hoje Portugal
- Faleceu
- 27 nov. de 1808, Lisboa
- fatos
- 7
- fontes
- 2
- imagens e arquivos
- 0
Fatos e suas fontes
Toque num fato para ver de onde ele vem.
- Nascimento22 maio de 1731, LisboaProvável1 fonte
- Falecimento27 nov. de 1808, LisboaProvável1 fonte
- Pai ou mãeD. João VConfirmado1 fonte
Uma vida no tempo
Nasceu · Lisboa
Nascimento, Lisboa
Morreu · Lisboa
Falecimento, Lisboa
Como era a vida?
O mundo em Lisboa, 1731: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.
Quando Maria nasceu, em 1731, Lisboa pertencia ao Reino de Portugal, governado por D. João V.
Maria Rita Gertrudes of Braganza was a Portuguese nun, and the illegitimate daughter of John V of Portugal and Luísa Clara de Portugal. She was a nun at the Convent of Santos.
D. João V
monarca de Portugal, 1706–1750 · Reino de Portugal
José I de Portugal
monarca de Portugal, 1750–1777 · Reino de Portugal
Maria I de Portugal
monarca de Portugal, 1777–1816 · Reino de Portugal
Valores do vestuário e estatuto nos inventários
Inventários de mercadores da época registam valores de vestuário em réis, como uma capa de mulher de telinha encarnada avaliada em 12.000 réis e uma capa de pano de homem em 3.000 réis. As roupas de uso diário comum eram raramente listadas, focando-se os inventários em peças de luxo que assinalavam o estatuto social.
O traje simples e festivo dos pescadores
Os pescadores vestiam habitualmente ceroulas de linho até ao joelho, um barrete de lã e um colete chamado sertum, usando jaqueta apenas em tempo frio. Em dias de festa, vestiam trajes formais com grandes fivelas de prata nos sapatos, recorrendo a empréstimos de amigos ou parentes caso não possuíssem um.
Guitarras e violinos animavam festividades
Durante eventos sociais, quando as festividades se tornavam animadas, era comum os convidados tocarem guitarra ou violino e cantarem antes de passarem a dançar.
Música e dança em assembleias privadas
Em assembleias privadas, os convidados desfrutavam de música, dança, jogos de cartas e refeições, sendo que a quantidade de música refletia frequentemente o estatuto socioeconómico do anfitrião.
Viagens terrestres lentas e difíceis
Devido às más estradas, as viagens de longa distância eram extremamente lentas; um viajante demorou cerca de 9 dias a ir do Porto a Lisboa, incluindo troços de carruagem e barco. As viagens por terra eram tão difíceis que muitos optavam por viajar por mar, apesar dos perigos.
Aluguer de carruagem sege
A sege era uma carruagem comum usada para viajar no final do século XVIII, custando entre 48 e 60 réis para alugar por um dia ou meio dia. Podia transportar dois passageiros e operar desde a manhã até à meia-noite.
Cozinha simples e uso de azeite
A cozinha era um espaço simples, muitas vezes com um fogareiro e poucos utensílios; o azeite era a principal gordura utilizada, pois as normas religiosas restringiam o uso de gorduras animais em certos dias.
Água transportada por aguadeiros pagos
A água de consumo era frequentemente transportada por aguadeiros; numa casa nobre, pagavam-se 2$400 réis mensais a um "moço da água" por este serviço.
Regulação do preço e peso do pão
Em tempos de escassez, um arrátel de pão custava 10 réis, mas quando o preço do cereal subia até 500 réis, o peso do pão baixava para cerca de 0,3 quilogramas.
Elevado custo da carne de vaca
Em 1739, o preço da carne de vaca em Sines era tão elevado que não houve ofertas para a sua arrematação, tornando a venda livre.
Preço e regulação do peso do pão
No século XVIII, o preço do pão estava ligado ao seu peso. Quando o preço do trigo atingia 40 réis por arrátel, um pão custava 10 réis, mas em tempos de escassez, o peso do pão era reduzido para manter a acessibilidade.
Trabalhos comuns das pessoas comuns
Em centros urbanos como Lisboa e Coimbra, as pessoas comuns trabalhavam como peixeiras, vendedores ambulantes, padeiras, lavadeiras e artesãos, enquanto as mulheres rurais trabalhavam frequentemente como jornaleiras na monda e na apanha da azeitona. As mulheres também serviam como empregadas domésticas, cozinheiras e funcionárias de hospitais, muitas vezes por diárias ou contratos sazonais.
Salários e tarefas diárias
Nas áreas rurais, as mulheres recebiam cerca de metade do que os homens, ganhando 200 a 240 réis pela apanha da azeitona, comparado aos 400 a 480 réis que os homens recebiam pelo varejo. A vida urbana para muitos envolvia a rotina diária de carregar águas sujas e lixo das casas para o rio, tarefa realizada por mulheres escravizadas chamadas calhandreiras.
Durante a vida
- 1737
Seca de 1737-1738 causa quebra de colheitas
Uma seca severa que durou do final de 1737 até o início de 1738 levou a quebras de colheitas e problemas de saúde pública, gerando procissões religiosas por chuva em várias cidades.
- 1748
Aqueduto das Águas Livres entra em operação
O Aqueduto das Águas Livres, um enorme projeto de engenharia para fornecer água à cidade de Lisboa, começou a funcionar em 1748.
- 1755
O Grande Terramoto de Lisboa de 1755
O terramoto de 1755 matou até 90.000 pessoas e destruiu a maior parte de Lisboa, forçando os sobreviventes a viver em tendas enquanto o governo impunha construções resistentes a sismos.
- 1756
Fundação da Companhia dos Vinhos do Douro
O governo fundou a Companhia dos Vinhos do Alto Douro em 1756 para regular a produção e exportação de vinho, usando frequentemente métodos rigorosos que provocaram motins violentos.
- 1769
Abolição da escravatura em Portugal continental
Em 1769, o Marquês de Pombal aboliu a escravatura em Portugal continental e na Índia portuguesa, alterando significativamente o estatuto jurídico dos escravizados.
- 1780
Fundação da Casa Pia em Lisboa
Em 1780, foi fundada a Casa Pia de Lisboa como uma instituição de caridade para apoiar os necessitados, inaugurando as suas instalações em Outubro do mesmo ano.
Família
Antepassados e filhos
Abrir a árvore completaQuatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.