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D. João V

1689–1750

Nasceu
22 out. de 1689, Lisboa
País de nascimento
Reino de Portugal, hoje Portugal
Faleceu
31 jul. de 1750, Lisboa
fatos
11
fontes
3
imagens e arquivos
0

Fatos e suas fontes

Toque num fato para ver de onde ele vem.

  • Nascimento22 out. de 1689, LisboaProvável1 fonte
  • Títulomonarca de Portugal, 1706–1750Confirmado1 afirmação concorrente1 fonte
  • Falecimento31 jul. de 1750, LisboaProvável1 fonte
  • Pai ou mãeMaria Sofia Isabel de NeuburgoConfirmado1 fonte
  • Pai ou mãePedro II de PortugalConfirmado1 fonte
  • TítuloGrão-Mestre da Ordem da Torre e EspadaConfirmado1 afirmação concorrente1 fonte
  • UniãoMaria Ana de ÁustriaConfirmado1 fonte

Uma vida no tempo

  1. Nasceu · Lisboa

    Nascimento, Lisboa

  2. Evento · Monarch of Portugal

    Evento

  3. Nasceu um filho(a): Maria Bárbara de Bragança, Rainha de Espanha

    Nascimento, Lisboa

  4. Nasceu um filho(a): José I de Portugal

    Nascimento, Lisboa

  5. Nasceu um filho(a): Pedro III de Portugal

    Nascimento, Lisboa

  6. Morreu · Lisboa

    Falecimento, Lisboa

Como era a vida?

O mundo em Lisboa, 1689: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.

Quando D. nasceu, em 1689, Lisboa pertencia ao Reino de Portugal, governado por Pedro II de Portugal.

Conhecido(a) por

D. João V, apelidado de “o Magnânimo” e “o Rei-Sol Português”, foi Rei de Portugal e Algarves de 1706 até à sua morte. Foi o segundo filho do rei Pedro II e da sua segunda esposa, a rainha Maria Sofia de Neuburgo.

Títulos

  • monarca de Portugal1706–1750
  • Grão-Mestre da Ordem da Torre e Espada
Quem governava
  • Pedro II de Portugal

    monarca de Portugal, 1683–1706 · Reino de Portugal

  • D. João V

    monarca de Portugal, 1706–1750 · Reino de Portugal

  • José I de Portugal

    monarca de Portugal, 1750–1777 · Reino de Portugal

Moda

Ostentação de estatuto nos guarda-roupas mercantis

Durante este período, os mercadores selecionavam cuidadosamente os seus guarda-roupas para projetar estatuto, documentando frequentemente peças caras como vestidos de seda ou calções de veludo nos seus inventários, enquanto omitiam o vestuário diário comum. Símbolos de riqueza e posição social incluíam peças como uma capa feminina de cor encarnada avaliada em 12.000 réis ou um fato de pano fino custando 10.000 réis.

Música

Música de dança doméstica para amadores

Amadores abastados em contextos domésticos tocavam música de dança de estilo francês, adaptada para instrumentos como o teclado, guitarra, alaúde e harpa. Estes arranjos eram frequentemente facilitados pela circulação de partituras simplificadas.

Vida musical religiosa em Angra

Em Angra, as gentes comuns frequentavam igrejas onde ouviam cantochão, cânticos congregacionais e, ocasionalmente, polifonia ou música instrumental. Algumas ermidas, como a de Nossa Senhora dos Remédios, eram muito concorridas para o canto diário do terço.

Como se viajava

Caos de trânsito nas ruas de Lisboa

Em Lisboa, no final do século XVII, os coches eram artigos de luxo que causavam congestionamentos severos nas ruas medievais estreitas, provocando disputas violentas entre passageiros da elite. Devido ao seu tamanho e à topografia da cidade, as liteiras e cadeirinhas continuaram a ser o meio de transporte preferido da nobreza.

Dia a dia

Utensílios de Cozinha e Custos

Enquanto os potes de cerâmica eram comuns e custavam cerca de 5 réis cada, os potes de metal eram considerados itens caros. Famílias pobres frequentemente dependiam de lareiras simples para cozinhar, pois lareiras especializadas eram comparativamente raras no clima português.

A Casa Rural e a Lareira Polivalente

Nas casas rurais, a lareira era o polo aglutinador das vivências do quotidiano, servindo para cozinhar, descansar e conviver, frequentemente num piso térreo de terra batida. As habitações eram muitas vezes unicelulares, com mobiliário multifuncional, como mesas que serviam tanto para comer como para sentar.

Comida

O bacalhau como alimento básico

Durante o final do século XVII, as famílias portuguesas comuns dependiam do bacalhau seco e salgado como uma fonte essencial e acessível de proteína, especialmente durante períodos religiosos de abstinência como a Quaresma. O bacalhau era valorizado pelos pobres porque era totalmente aproveitado — do lombo à língua — tornando-o económico e duradouro na cozinha.

Dieta diária de um trabalhador rural

Um trabalhador rural do século XVII consumia tipicamente até 1 quilograma de pão por dia, acompanhado por caldo, vegetais, pequenas quantidades de carne ou peixe e grandes quantidades de vinho.

Preços e salários

Mudanças nos preços do azeite em Lisboa

Os preços do azeite em Lisboa mantiveram-se constantes até 1670, baixando depois até cerca de 1692 antes de iniciarem uma subida constante.

Níveis de vida em queda nos anos 1600

Durante o século XVII, os níveis de vida tanto de trabalhadores qualificados como indiferenciados em cidades como Lisboa e Coimbra caíram, colocando Portugal entre os países europeus com níveis de vida em declínio na época.

Trabalho

Salários estagnados e níveis de vida voláteis

Os trabalhadores em centros urbanos como Lisboa e Coimbra enfrentaram salários diários estagnados ao longo do século, significando que os seus níveis de vida eram quase totalmente determinados pelas flutuações voláteis dos preços anuais dos alimentos. Historiadores estimam que os trabalhadores trabalhavam tipicamente cerca de 250 dias por ano, contabilizando doenças e dias sem trabalho.

Encargos do dízimo e reservas de pão da Igreja

Os lavradores eram obrigados a entregar cerca de dez por cento da sua produção à Igreja, muitas vezes gerida por comendadores locais que vendiam os rendimentos em dinheiro, independentemente das necessidades dos povos. Este encargo era tão significativo que, em tempos de carestia, a comunidade dependia muitas vezes das reservas de pão da Igreja para sobreviver ou para empréstimos de sementes.

Durante a vida

  1. 1692

    Grande seca interrompe a indústria da seda

    Uma seca severa atingiu o país, causando grandes interrupções na indústria de seda portuguesa.

  2. 1703

    Tratado Comercial Anglo-Português de 1703

    O Tratado de Methuen de 1703 permitiu a importação de lanifícios britânicos sem impostos, enquanto concedia aos vinhos portugueses taxas alfandegárias mais baixas na Inglaterra.

  3. 1724

    Tempestade devastadora de 1724 atinge Lisboa

    Uma violenta tempestade de vento e chuva em 19 de novembro de 1724 causou destruição generalizada em Lisboa e arredores, matando mais de 160 pessoas.

  4. 1737

    Seca de 1737-1738 causa quebra de colheitas

    Uma seca severa que durou do final de 1737 até o início de 1738 levou a quebras de colheitas e problemas de saúde pública, gerando procissões religiosas por chuva em várias cidades.

  5. 1748

    Aqueduto das Águas Livres entra em operação

    O Aqueduto das Águas Livres, um enorme projeto de engenharia para fornecer água à cidade de Lisboa, começou a funcionar em 1748.

Família

Antepassados e filhos

Abrir a árvore completa

Quatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.

José I de Portugal1714–1777
Pedro III de Portugal1717–1786

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