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Pedro II de Portugal

1648–1706

Nasceu
26 abr. de 1648, Paço da Ribeira
País de nascimento
Reino de Portugal, hoje Portugal
Faleceu
9 dez. de 1706, Alcântara
fatos
12
fontes
3
imagens e arquivos
0

Fatos e suas fontes

Toque num fato para ver de onde ele vem.

Uma vida no tempo

  1. Nasceu · Paço da Ribeira

    Nascimento, Paço da Ribeira

  2. Evento · Monarch of Portugal

    Evento

  3. Nasceu um filho(a): D. João V

    Nascimento, Lisboa

  4. Morreu · Alcântara

    Falecimento, Alcântara

Como era a vida?

O mundo em Paço da Ribeira, 1648: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.

Quando Pedro nasceu, em 1648, Paço da Ribeira pertencia ao Reino de Portugal, governado por João IV de Portugal.

Conhecido(a) por

D. Pedro II, cognominado "o Pacífico", foi o Rei de Portugal e Algarves de 1683 até à sua morte em 1706, tendo anteriormente servido a nação, como regente do irmão, o rei Afonso VI, já a partir de 1668 até à ascensão ao trono. Era o quinto e último filho do rei João IV e de sua esposa, a rainha Luísa de Gusmão. Foi rei por morte deste em 12 de setembro de 1683. Governou, portanto, de facto de 1667 a 1706.

Títulos

  • monarca de Portugal1683–1706
  • Grão-Mestre da Ordem da Torre e Espada
Quem governava
  • João IV de Portugal

    monarca de Portugal, 1640–1656 · Reino de Portugal

  • Afonso VI de Portugal

    monarca de Portugal, 1656–1683 · Reino de Portugal

  • Pedro II de Portugal

    monarca de Portugal, 1683–1706 · Reino de Portugal

Moda

Vestuário festivo para homens e mulheres

Para as festas, as mulheres usavam um saiote vermelho comprido e uma blusa justa de cores alegres, muitas vezes carregando os seus socos de verniz na mão para não os estragar antes de chegar ao local da festa. Os homens vestiam camisas de linho bordadas, calças de caxemira com uma faixa vermelha e coletes de pelúcia para estas celebrações especiais.

Traje de trabalho e de festa dos pescadores

Os pescadores vestiam habitualmente ceroulas de linho simples, um colete chamado sertum e um barrete de lã para o trabalho, mas usavam calças, coletes e jaquetas de pano azul aos domingos e em visitas à vila. Sapatos com fivelas de prata eram reservados para dias de festa importantes, como casamentos ou o dia de São Pedro.

Música

Vilancicos da Capela Real incluíam personagens quotidianos

A partir de 1640, o Rei D. João IV estabeleceu a tradição de cantar vilancicos na Capela Real durante festividades religiosas como o Natal, a Epifania e a Imaculada Conceição. Estas canções usavam figuras comuns, como marinheiros, músicos, soldados, escravos e ciganos, para aproximar o público da esfera sagrada e do poder real.

O corneto e o baixão nos serviços religiosos

No início do século XVII, o corneto e o baixão tornaram-se instrumentos padrão nas principais catedrais portuguesas para dobrar ou substituir vozes. O baixão era particularmente versátil, servindo de ponte entre cantores e instrumentistas, sendo tocado em serviços dominicais e dias santos.

Como se viajava

Caminheiros: Mensageiros especializados

Profissionais chamados caminheiros eram contratados para viagens superiores a um dia, transportando pequenos volumes e recados orais a pé.

Restrições sociais no transporte

O povo deslocava-se a pé ou em asno, pois montar a cavalo ou em mula era um luxo reservado à nobreza e altos cargos até ao século XVI.

Dia a dia

Baixas taxas de alfabetização na região do Porto

Na região do Porto durante este período, apenas cerca de 16% da população sabia ler e escrever.

Comida

Dieta diária de um trabalhador rural

Um trabalhador rural do século XVII consumia tipicamente até 1 quilograma de pão por dia, acompanhado por caldo, vegetais, pequenas quantidades de carne ou peixe e grandes quantidades de vinho.

O bacalhau como fiel amigo

O bacalhau salgado e seco era uma fonte de proteína animal muito valorizada pelas classes mais pobres por ser acessível, durável e render o suficiente para alimentar um grande número de pessoas.

Preços e salários

Níveis de vida em queda nos anos 1600

Durante o século XVII, os níveis de vida tanto de trabalhadores qualificados como indiferenciados em cidades como Lisboa e Coimbra caíram, colocando Portugal entre os países europeus com níveis de vida em declínio na época.

Trabalho

Trabalho agrícola constante sem descanso

Os trabalhadores agrícolas seguiam um calendário rigoroso, realizando tarefas como a poda das vinhas no inverno e a ceifa do trigo e cevada no verão, sem qualquer dia de descanso previsto. O seu trabalho era constantemente vigiado por senhores e eclesiásticos que cobravam rendas e dízimos sobre a produção.

Diversidade de profissões e desigualdade salarial

Em Lisboa, as profissões de rua incluíam carvoeiros, aguadeiros e trabalhadores da construção, enquanto mulheres escravizadas trabalhavam frequentemente como calhandreiras, transportando resíduos das casas para as praias. As mulheres eram frequentemente empregadas na agricultura em tarefas como a monda e a apanha da azeitona, recebendo muitas vezes significativamente menos que os homens, como 200 a 240 réis comparados aos 400 a 480 réis pagos aos homens por varejarem oliveiras.

Durante a vida

  1. 1649

    Pestes atingem o sul de Portugal

    Em 1649, pestes devastadoras espalharam-se pelo sul de Portugal, exacerbando a grave crise económica e agrícola causada pelos longos conflitos militares.

  2. 1661

    Dívida do casamento real sobrecarrega a economia

    Para pagar o dote de Catarina de Bragança a Carlos II da Inglaterra, Portugal sobrecarregou seu tesouro real por cinquenta anos.

  3. 1668

    Independência reconhecida pelo Tratado de Lisboa

    O Tratado de Lisboa pôs fim a 28 anos de guerra com a Espanha, reconhecendo formalmente a independência de Portugal sob a Casa de Bragança.

  4. 1692

    Grande seca interrompe a indústria da seda

    Uma seca severa atingiu o país, causando grandes interrupções na indústria de seda portuguesa.

  5. 1703

    Tratado Comercial Anglo-Português de 1703

    O Tratado de Methuen de 1703 permitiu a importação de lanifícios britânicos sem impostos, enquanto concedia aos vinhos portugueses taxas alfandegárias mais baixas na Inglaterra.

Família

Antepassados e filhos

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Quatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.

D. João V1689–1750

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