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Catarina, infanta de Portugal, duquesa de Bragança

1540–1614

Nasceu
28 jan. de 1540, Lisboa
País de nascimento
Reino de Portugal, hoje Portugal
Faleceu
15 nov. de 1614, Vila Viçosa
fatos
8
fontes
3
imagens e arquivos
0

Fatos e suas fontes

Toque num fato para ver de onde ele vem.

Uma vida no tempo

  1. Nasceu · Lisboa

    Nascimento, Lisboa

  2. Nasceu um filho(a): Teodósio II, Duque de Bragança

    Nascimento, Vila Viçosa

  3. Morreu · Vila Viçosa

    Falecimento, Vila Viçosa

Como era a vida?

O mundo em Lisboa, 1540: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.

Quando Catarina, nasceu, em 1540, Lisboa pertencia ao Reino de Portugal, governado por João III de Portugal.

Conhecido(a) por

D. Catarina, Infanta de Portugal, foi a segunda filha do infante D. Duarte, Duque de Guimarães, filho do rei D. Manuel I de Portugal, e da infanta D. Isabel de Bragança, filha do 4º Duque de Bragança, D. Jaime I. Em 1563, casou com o 6º Duque de Bragança, o seu primo D. João I.

Quem governava
  • João III de Portugal

    monarca de Portugal, 1521–1557 · Reino de Portugal

  • Sebastião de Portugal

    monarca de Portugal, 1557–1578 · Reino de Portugal

  • Henrique I de Portugal

    monarca de Portugal, 1578–1580 · Reino de Portugal

Moda

Traje cerimonial e vestuário de luto

O vestuário cerimonial no início do século XVI era frequentemente pesado, desconfortável e concebido apenas para ser observado, impedindo intencionalmente quem o usava de realizar tarefas diárias simples. Neste período, os que estavam de luto usavam tecidos grosseiros como burel, almáfega e vaso como forma de penitência.

A loba: uma veste exterior versátil

Durante o início do século XVI, homens e mulheres usavam uma veste chamada loba, um manto exterior largo que chegava aos tornozelos e ocultava a forma natural do corpo. Era frequentemente usada em cerimónias públicas, honoríficas ou de luto.

Música
Por volta de 1542–1542

Músicos escravizados em procissões religiosas no século XVI

Músicos escravizados africanos, incluindo charameleiros, eram contratados por municípios no século XVI para tocar tambores em procissões religiosas, como as de Arraiolos e Montemor-o-Novo.

Instrumentos musicais comuns em Portugal no século XVI

Instrumentos musicais comuns em Portugal antes de 1500 incluíam cordofones como alaúdes e harpas, instrumentos de sopro como flautas, gaitas de foles e órgãos, e percussão como pandeiros e adufes. Muitos instrumentos eram usados em contextos seculares e religiosos, embora alguns fossem proibidos pela igreja nas cerimónias religiosas.

Como se viajava

Distâncias e ritmo diário de viagem

Uma comitiva apressada com montadas podia percorrer cerca de 40 quilómetros por dia, desde que não usassem bois, que eram muito mais lentos. Os viajantes mediam distâncias em léguas, embora fossem imprecisas e muitas vezes determinadas pelo número de tabernas onde os almocreves queriam parar.

Por volta de 1550–1574

Capacidades de distância de viagem diária

Uma comitiva apressada com montadas poderia percorrer cerca de 40 quilómetros por dia, desde que os animais de tração não fossem bovídeos, caso em que as distâncias percorridas seriam bem menores.

Dia a dia

Cozinha e dietas diárias básicas

Cozinhava-se em lareiras e braseiros usando potes de cerâmica, e combustível como lenha e carvão era uma despesa doméstica significativa que tinha de ser gerida cuidadosamente. As refeições diárias centravam-se tipicamente no pão, vinho, leguminosas, cebola, alho e vegetais da época, sendo o peixe uma fonte primária de proteína.

Vida multifuncional em casas urbanas apertadas

Em cidades como Lisboa, muitos lares modestos viviam em quartos alugados estreitos onde cozinhar, dormir e armazenar estavam todos comprimidos num único espaço. Estas casas usavam frequentemente divisórias de madeira, cortinas e bancos para fazer com que as divisões servissem múltiplos propósitos ao longo do dia.

Comida

Alimentos Comuns e Iguarias de Mercado

A sardinha era um peixe comum e acessível para os pobres, enquanto lacticínios frescos como queijos, natas e pães-de-leite eram vendidos em feiras ou por vendedoras ambulantes, por vezes adulterados com água. Para adoçar, consumiam-se produtos à base de mel, como alféloas e pinhoada.

Base Alimentar e Substitutos da Carne

Embora o pão, o vinho e a sopa fossem a base da alimentação comum, a carne era considerada um luxo, sendo frequentemente substituída por vegetais como grão-de-bico, favas e lentilhas. Os legumes eram consumidos cozidos em sopas ou acompanhamentos, e não crus em saladas.

Preços e salários

Preço de aves e luxo da carne

Em 1499, uma galinha custava 30 réis, sendo o consumo de carne geralmente considerado um luxo que não estava ao alcance de todos.

Por volta de 1545–1545

Regulação dos preços dos alimentos para o público

As autoridades municipais do Porto fixavam ativamente os preços do pão, da carne e do peixe para os manter acessíveis, sendo o pão a base da dieta da população.

Trabalho

Diversidade de Ofícios na Lisboa Quinhentista

Na Lisboa do século 16, os trabalhos comuns incluíam artesãos, comerciantes e inúmeros vendedores de alimentos, como as regateiras que vendiam peixe e produtos agrícolas. Pessoas escravizadas também desempenhavam um papel importante, trabalhando como vendedores ambulantes, aguadeiros e mão de obra em diversos ofícios.

Vida de Trabalho Rigorosa e Dificuldades Marítimas

Um dia de trabalho para os trabalhadores era rigorosamente definido pela luz do dia e pelos sinos religiosos, com o descanso reservado principalmente para domingos e dias santos. Os marinheiros enfrentavam condições particularmente duras, com longas e perigosas viagens e rações limitadas e de má qualidade, como biscoito seco e carne salgada.

Durante a vida

  1. 1540

    Primeiro auto-de-fé em Lisboa

    O primeiro auto-de-fé, um ritual público de penitência para os condenados pela Inquisição, realizou-se em Lisboa em 1540.

  2. 1550

    Crescimento populacional acelerado de Lisboa (1500-1599)

    A população de Lisboa cresceu rapidamente, atingindo 120.000 habitantes no final do século, colocando uma imensa pressão sobre o abastecimento de alimentos e habitação.

  3. 1575

    Visita da Inquisição aos Açores (1575)

    A Inquisição expandiu o seu controlo ao iniciar uma visitação sistemática e de longo prazo às ilhas dos Açores.

  4. 1578

    Rei Sebastião morre em Marrocos (1578)

    O rei Sebastião morreu na Batalha de Alcácer Quibir, levando ao colapso da elite portuguesa e a uma crise financeira massiva para pagar resgates.

  5. 1581

    Início da União Ibérica (1581)

    Filipe II de Espanha foi reconhecido como rei pelas Cortes portuguesas, iniciando a União Ibérica.

  6. 1601

    Perdão geral aos cristãos-novos

    Em 1601, a Coroa espanhola concedeu um perdão geral aos cristãos-novos em troca de grandes quantias de dinheiro, o que intensificou o ressentimento local existente contra eles.

Família

Antepassados e filhos

Abrir a árvore completa

Quatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.