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Maria de Portugal, Duquesa de Parma e Piacenza

1538–1577

Nasceu
22 ago. de 1538, Paço da Ribeira
País de nascimento
Reino de Portugal, hoje Portugal
Faleceu
17 set. de 1577, Parma
fatos
9
fontes
3
imagens e arquivos
0

Fatos e suas fontes

Toque num fato para ver de onde ele vem.

Uma vida no tempo

  1. Nasceu · Paço da Ribeira

    Nascimento, Paço da Ribeira

  2. Nasceu um filho(a): Margarida Farnésio

    Nascimento, Parma

  3. Nasceu um filho(a): Ranuccio I Farnésio

    Nascimento, Parma

  4. Morreu · Parma

    Falecimento, Parma

Como era a vida?

O mundo em Paço da Ribeira, 1538: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.

Quando Maria nasceu, em 1538, Paço da Ribeira pertencia ao Reino de Portugal, governado por João III de Portugal.

Conhecido(a) por

Maria de Portugal ou Maria de Guimarães foi infanta de Portugal e duquesa-consorte de Parma e Placência, era filha do infante D. Duarte I, 4.º Duque de Guimarães e de sua esposa, Isabel de Bragança, sendo por via paterna neta do rei Manuel I de Portugal.

Quem governava
  • João III de Portugal

    monarca de Portugal, 1521–1557 · Reino de Portugal

  • Sebastião de Portugal

    monarca de Portugal, 1557–1578 · Reino de Portugal

Moda

Traje cerimonial e vestuário de luto

O vestuário cerimonial no início do século XVI era frequentemente pesado, desconfortável e concebido apenas para ser observado, impedindo intencionalmente quem o usava de realizar tarefas diárias simples. Neste período, os que estavam de luto usavam tecidos grosseiros como burel, almáfega e vaso como forma de penitência.

A loba: uma veste exterior versátil

Durante o início do século XVI, homens e mulheres usavam uma veste chamada loba, um manto exterior largo que chegava aos tornozelos e ocultava a forma natural do corpo. Era frequentemente usada em cerimónias públicas, honoríficas ou de luto.

Música

Instrumentos musicais comuns em Portugal no século XVI

Instrumentos musicais comuns em Portugal antes de 1500 incluíam cordofones como alaúdes e harpas, instrumentos de sopro como flautas, gaitas de foles e órgãos, e percussão como pandeiros e adufes. Muitos instrumentos eram usados em contextos seculares e religiosos, embora alguns fossem proibidos pela igreja nas cerimónias religiosas.

Por volta de 1542–1542

Músicos escravizados em procissões religiosas no século XVI

Músicos escravizados africanos, incluindo charameleiros, eram contratados por municípios no século XVI para tocar tambores em procissões religiosas, como as de Arraiolos e Montemor-o-Novo.

Como se viajava

Distâncias e ritmo diário de viagem

Uma comitiva apressada com montadas podia percorrer cerca de 40 quilómetros por dia, desde que não usassem bois, que eram muito mais lentos. Os viajantes mediam distâncias em léguas, embora fossem imprecisas e muitas vezes determinadas pelo número de tabernas onde os almocreves queriam parar.

Dia a dia

Cozinha e dietas diárias básicas

Cozinhava-se em lareiras e braseiros usando potes de cerâmica, e combustível como lenha e carvão era uma despesa doméstica significativa que tinha de ser gerida cuidadosamente. As refeições diárias centravam-se tipicamente no pão, vinho, leguminosas, cebola, alho e vegetais da época, sendo o peixe uma fonte primária de proteína.

Vida multifuncional em casas urbanas apertadas

Em cidades como Lisboa, muitos lares modestos viviam em quartos alugados estreitos onde cozinhar, dormir e armazenar estavam todos comprimidos num único espaço. Estas casas usavam frequentemente divisórias de madeira, cortinas e bancos para fazer com que as divisões servissem múltiplos propósitos ao longo do dia.

Comida

Alimentos Comuns e Iguarias de Mercado

A sardinha era um peixe comum e acessível para os pobres, enquanto lacticínios frescos como queijos, natas e pães-de-leite eram vendidos em feiras ou por vendedoras ambulantes, por vezes adulterados com água. Para adoçar, consumiam-se produtos à base de mel, como alféloas e pinhoada.

Base Alimentar e Substitutos da Carne

Embora o pão, o vinho e a sopa fossem a base da alimentação comum, a carne era considerada um luxo, sendo frequentemente substituída por vegetais como grão-de-bico, favas e lentilhas. Os legumes eram consumidos cozidos em sopas ou acompanhamentos, e não crus em saladas.

Preços e salários

Preço de aves e luxo da carne

Em 1499, uma galinha custava 30 réis, sendo o consumo de carne geralmente considerado um luxo que não estava ao alcance de todos.

Por volta de 1545–1545

Regulação dos preços dos alimentos para o público

As autoridades municipais do Porto fixavam ativamente os preços do pão, da carne e do peixe para os manter acessíveis, sendo o pão a base da dieta da população.

Trabalho

Diversidade de Ofícios na Lisboa Quinhentista

Na Lisboa do século 16, os trabalhos comuns incluíam artesãos, comerciantes e inúmeros vendedores de alimentos, como as regateiras que vendiam peixe e produtos agrícolas. Pessoas escravizadas também desempenhavam um papel importante, trabalhando como vendedores ambulantes, aguadeiros e mão de obra em diversos ofícios.

Vida de Trabalho Rigorosa e Dificuldades Marítimas

Um dia de trabalho para os trabalhadores era rigorosamente definido pela luz do dia e pelos sinos religiosos, com o descanso reservado principalmente para domingos e dias santos. Os marinheiros enfrentavam condições particularmente duras, com longas e perigosas viagens e rações limitadas e de má qualidade, como biscoito seco e carne salgada.

Durante a vida

  1. 1538

    Novo imposto instituído em 1538

    Em 1538, um novo imposto de 7% foi imposto a artesãos e cidadãos para ajudar a gerir as finanças do Estado.

  2. 1540

    Primeiro auto-de-fé em Lisboa

    O primeiro auto-de-fé, um ritual público de penitência para os condenados pela Inquisição, realizou-se em Lisboa em 1540.

  3. 1550

    Crescimento populacional acelerado de Lisboa (1500-1599)

    A população de Lisboa cresceu rapidamente, atingindo 120.000 habitantes no final do século, colocando uma imensa pressão sobre o abastecimento de alimentos e habitação.

  4. 1561

    Introdução do imposto obrigatório sobre o sal

    Em 1561, o Duque impôs um imposto obrigatório sobre o sal, exigindo que cada pessoa comprasse cerca de 11,4 quilos de sal anualmente, com isenção para os pobres.

  5. 1562

    Capital transferida para Turim

    A capital do Ducado foi transferida de Chambéry para Turim em 1562, levando à eventual marginalização das terras da Saboia.

  6. 1575

    Visita da Inquisição aos Açores (1575)

    A Inquisição expandiu o seu controlo ao iniciar uma visitação sistemática e de longo prazo às ilhas dos Açores.

Família

Antepassados e filhos

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Quatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.