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Maria Bárbara de Bragança, Rainha de Espanha

1711–1758

Nasceu
4 dez. de 1711, Lisboa
País de nascimento
Reino de Portugal, hoje Portugal
Faleceu
27 ago. de 1758, Aranjuez
fatos
9
fontes
3
imagens e arquivos
0

Fatos e suas fontes

Toque num fato para ver de onde ele vem.

  • Nascimento4 dez. de 1711, LisboaProvável1 fonte
  • TítuloConsort of Spain, 1746–1758Confirmado1 fonte
  • Falecimento27 ago. de 1758, AranjuezProvável1 fonte
  • Pai ou mãeMaria Ana de ÁustriaConfirmado1 fonte
  • Pai ou mãeD. João VConfirmado1 fonte

Uma vida no tempo

  1. Nasceu · Lisboa

    Nascimento, Lisboa

  2. Evento · Consort of Spain

    Evento

  3. Morreu · Aranjuez

    Falecimento, Aranjuez

Como era a vida?

O mundo em Lisboa, 1711: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.

Quando Maria nasceu, em 1711, Lisboa pertencia ao Reino de Portugal, governado por D. João V.

Conhecido(a) por

Maria Madalena Bárbara Xavier Leonor Teresa Antónia Josefa de Bragança foi a esposa do rei Fernando VI e Rainha Consorte da Espanha de 1746 até sua morte. Era filha do rei João V de Portugal e de sua esposa, a arquiduquesa Maria Ana da Áustria. Esta personagem era conhecida como "a gorda" e apresentava deficiências físicas que podiam ser observadas com relativa facilidade.

Títulos

  • Consort of Spain1746–1758
Quem governava
  • D. João V

    monarca de Portugal, 1706–1750 · Reino de Portugal

  • José I de Portugal

    monarca de Portugal, 1750–1777 · Reino de Portugal

Moda

Manutenção da aparência com roupas limitadas

Indivíduos de estratos sociais inferiores tentavam manter a aparência lavando e ensaboando punhos e colarinhos, e usando sebo para manter os sapatos brilhantes, mesmo com solas furadas. Aplicavam pós aos chapéus para esconder o desgaste, numa tentativa de projetar um status social mais elevado.

Traje simples e emprestado dos pescadores

Os pescadores vestiam roupas simples e uniformes, incluindo ceroulas de linho, barrete de lã e um colete, usando jaqueta apenas no frio. Em dias de festa, vestiam um traje com fivelas de prata nos sapatos e meias de algodão listradas, muitas vezes emprestado de parentes caso não possuíssem um.

Música

Instrumentos na vida real e pública

Os músicos utilizavam instrumentos de sopro e percussão, como trombetas, charamelas e timbales, para fornecer acompanhamento harmónico em cerimónias da corte e procissões públicas. Estes grupos tocavam em passeios reais no rio Tejo e durante celebrações festivas nas ruas.

Vilancicos na igreja e festas

Os vilancicos, que retratavam frequentemente personagens como marinheiros, soldados, escravos e ciganos, eram cantados durante as grandes festas da Igreja, como o Natal e a Epifania. Incorporavam elementos teatrais com trajes, gestos e danças simuladas representando camponeses e vários grupos culturais.

Como se viajava

Distâncias diárias de viagem eram limitadas

Uma distância diária padrão para uma comitiva apressada com cavalos era de cerca de 40 quilômetros, embora as velocidades fossem muito menores se usassem bois.

Principais meios de transporte eram primitivos

Durante este período, a maioria das pessoas viajava a pé, a cavalo, em mulas ou de barco, pois não existiam caminhos de ferro ou linhas de mala-posta regulares.

Comida

Pão usado como espessante

Para engrossar caldos e guisados, uma prática comum era o uso de pão; por exemplo, uma receita de recheio de peixe incluía cinco réis de pão ralado.

Dieta diária de um trabalhador rural

Um trabalhador rural do século XVII podia consumir até 1 quilograma de pão por dia, acompanhado de caldo, vegetais, pequenas quantidades de carne ou peixe e quantidades significativas de vinho.

Preços e salários
Por volta de 1715–1715

Impostos sobre propriedades de agricultores em Arraiolos

Em 1715, foram imputados 1500 réis de imposto de propriedade aos seareiros de Arraiolos, com mais 200 réis adicionais a um seareiro pelo seu equipamento de fabricação.

Trabalho

O trabalho diário na agricultura era comum

A maioria das pessoas comuns trabalhava como jornaleiros na agricultura, realizando tarefas como a colheita da azeitona, a monda e o transporte de cargas pesadas de sol a sol.

Mulheres escravizadas realizavam trabalho de limpeza essencial

Mulheres escravizadas em Lisboa, conhecidas como calhandreiras, realizavam a tarefa exaustiva de carregar pesados potes de cerâmica com lixo doméstico e água suja até ao rio todas as manhãs.

Notícias e cartas

Correios armados em defesa da correspondência

Os correios estavam frequentemente autorizados a portar espada ou punhal, de dia e de noite, para se defenderem e protegerem o correio contra malfeitores em estradas perigosas.

Por volta de 1700–1709

Longos tempos de entrega das cartas

Durante o início do século XVIII, as cartas entre grandes cidades europeias, como Haia e Barcelona, demoravam frequentemente entre um e cinco meses a chegar.

Durante a vida

  1. 1716

    Decretos da Nueva Planta centralizam a administração

    Em 1716, Filipe V emitiu os decretos do Nueva Planta, que aboliram as leis regionais e parlamentos na Catalunha, Aragão e Valência para criar um estado centralizado e unitário.

  2. 1724

    Tempestade devastadora de 1724 atinge Lisboa

    Uma violenta tempestade de vento e chuva em 19 de novembro de 1724 causou destruição generalizada em Lisboa e arredores, matando mais de 160 pessoas.

  3. 1728

    Fundação da Companhia Basca de Caracas

    Em 1728, o rei autorizou a formação da Companhia Basca de Caracas para gerir o comércio com a Venezuela, uma importante fonte de chocolate e cacau.

  4. 1734

    Primeiro Pacto de Família assinado com a França

    A Espanha assinou o primeiro Pacto de Família com a França em 1734, levando o país a uma série de custosos conflitos militares internacionais.

  5. 1737

    Seca de 1737-1738 causa quebra de colheitas

    Uma seca severa que durou do final de 1737 até o início de 1738 levou a quebras de colheitas e problemas de saúde pública, gerando procissões religiosas por chuva em várias cidades.

  6. 1748

    Aqueduto das Águas Livres entra em operação

    O Aqueduto das Águas Livres, um enorme projeto de engenharia para fornecer água à cidade de Lisboa, começou a funcionar em 1748.

Família

Antepassados e filhos

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Quatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.

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