Joana, Princesa da Beira
1635–1653
- Nasceu
- 18 set. de 1635, Paço Ducal de Vila Viçosa
- País de nascimento
- Reino de Portugal, hoje Portugal
- Faleceu
- 17 nov. de 1653, Paço da Ribeira
- fatos
- 8
- fontes
- 3
- imagens e arquivos
- 0
Fatos e suas fontes
Toque num fato para ver de onde ele vem.
- Nascimento18 set. de 1635, Paço Ducal de Vila ViçosaProvável1 fonte
- Falecimento17 nov. de 1653, Paço da RibeiraProvável1 fonte
- Pai ou mãeJoão IV de PortugalConfirmado1 fonte
- Pai ou mãeLuísa de GusmãoConfirmado1 fonte
Uma vida no tempo
Nasceu · Paço Ducal de Vila Viçosa
Nascimento, Paço Ducal de Vila Viçosa
Morreu · Paço da Ribeira
Falecimento, Paço da Ribeira
Como era a vida?
O mundo em Paço Ducal de Vila Viçosa, 1635: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.
Quando Joana, nasceu, em 1635, Paço Ducal de Vila Viçosa pertencia ao Reino de Portugal, governado por Filipe IV de Espanha.
D. Joana de Bragança, Princesa da Beira, foi a terceira filha do Rei João IV de Portugal e de Luísa de Gusmão.
Filipe IV de Espanha
monarca de Portugal, 1621–1640 · Reino de Portugal
João IV de Portugal
monarca de Portugal, 1640–1656 · Reino de Portugal
Vestuário festivo para homens e mulheres
Para as festas, as mulheres usavam um saiote vermelho comprido e uma blusa justa de cores alegres, muitas vezes carregando os seus socos de verniz na mão para não os estragar antes de chegar ao local da festa. Os homens vestiam camisas de linho bordadas, calças de caxemira com uma faixa vermelha e coletes de pelúcia para estas celebrações especiais.
Traje de trabalho e de festa dos pescadores
Os pescadores vestiam habitualmente ceroulas de linho simples, um colete chamado sertum e um barrete de lã para o trabalho, mas usavam calças, coletes e jaquetas de pano azul aos domingos e em visitas à vila. Sapatos com fivelas de prata eram reservados para dias de festa importantes, como casamentos ou o dia de São Pedro.
O corneto e o baixão nos serviços religiosos
No início do século XVII, o corneto e o baixão tornaram-se instrumentos padrão nas principais catedrais portuguesas para dobrar ou substituir vozes. O baixão era particularmente versátil, servindo de ponte entre cantores e instrumentistas, sendo tocado em serviços dominicais e dias santos.
Vilancicos da Capela Real incluíam personagens quotidianos
A partir de 1640, o Rei D. João IV estabeleceu a tradição de cantar vilancicos na Capela Real durante festividades religiosas como o Natal, a Epifania e a Imaculada Conceição. Estas canções usavam figuras comuns, como marinheiros, músicos, soldados, escravos e ciganos, para aproximar o público da esfera sagrada e do poder real.
Caminheiros: Mensageiros especializados
Profissionais chamados caminheiros eram contratados para viagens superiores a um dia, transportando pequenos volumes e recados orais a pé.
Restrições sociais no transporte
O povo deslocava-se a pé ou em asno, pois montar a cavalo ou em mula era um luxo reservado à nobreza e altos cargos até ao século XVI.
Baixas taxas de alfabetização na região do Porto
Na região do Porto durante este período, apenas cerca de 16% da população sabia ler e escrever.
O bacalhau como fiel amigo
O bacalhau salgado e seco era uma fonte de proteína animal muito valorizada pelas classes mais pobres por ser acessível, durável e render o suficiente para alimentar um grande número de pessoas.
Broa: o pão essencial do dia a dia
A broa de milho era a base da dieta diária, sendo frequentemente cozida uma vez por semana e mantendo-se fresca por dias; era tão fundamental que as crianças levavam pedaços consigo para comer ao longo do dia.
Níveis de vida em queda nos anos 1600
Durante o século XVII, os níveis de vida tanto de trabalhadores qualificados como indiferenciados em cidades como Lisboa e Coimbra caíram, colocando Portugal entre os países europeus com níveis de vida em declínio na época.
Trabalho agrícola constante sem descanso
Os trabalhadores agrícolas seguiam um calendário rigoroso, realizando tarefas como a poda das vinhas no inverno e a ceifa do trigo e cevada no verão, sem qualquer dia de descanso previsto. O seu trabalho era constantemente vigiado por senhores e eclesiásticos que cobravam rendas e dízimos sobre a produção.
Diversidade de profissões e desigualdade salarial
Em Lisboa, as profissões de rua incluíam carvoeiros, aguadeiros e trabalhadores da construção, enquanto mulheres escravizadas trabalhavam frequentemente como calhandreiras, transportando resíduos das casas para as praias. As mulheres eram frequentemente empregadas na agricultura em tarefas como a monda e a apanha da azeitona, recebendo muitas vezes significativamente menos que os homens, como 200 a 240 réis comparados aos 400 a 480 réis pagos aos homens por varejarem oliveiras.
Durante a vida
- 1635
Introdução de novos impostos de consumo
Em 1635, novos impostos, incluindo o real d'água e o aumento de sisas, foram estendidos a todo o reino, agravando significativamente o peso financeiro sobre a população.
- 1640
Restauração da independência portuguesa
No dia 1 de dezembro de 1640, conspiradores lançaram uma revolta bem-sucedida em Lisboa, derrubando o domínio espanhol e restaurando a independência de Portugal sob o Rei D. João IV.
- 1646
Escassez de alimentos e roubos em tempos de guerra
Soldados estacionados em cidades fronteiriças como Elvas frequentemente roubavam gado e colheitas, forçando os conselhos locais a impor regulamentações rigorosas sobre as vendas de carne e lenha.
- 1649
Pestes atingem o sul de Portugal
Em 1649, pestes devastadoras espalharam-se pelo sul de Portugal, exacerbando a grave crise económica e agrícola causada pelos longos conflitos militares.
Família
Antepassados e filhos
Abrir a árvore completaQuatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.
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