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Maria Ana Francisca Josefa de Bragança

1736–1813

Nasceu
1736, Lisboa
País de nascimento
Reino de Portugal, hoje Portugal
Faleceu
16 maio de 1813, Rio de Janeiro
fatos
9
fontes
3
imagens e arquivos
0

Fatos e suas fontes

Toque num fato para ver de onde ele vem.

  • Nascimento1736, LisboaProvávelEm disputa1 afirmação concorrente1 fonte
  • Falecimento16 maio de 1813, Rio de JaneiroProvável1 fonte
  • Pai ou mãeJosé I de PortugalConfirmado1 fonte
  • Pai ou mãeMariana Vitória de BourbonConfirmado1 fonte

Uma vida no tempo

  1. Nasceu · Lisboa

    Nascimento, Lisboa

  2. Morreu · Rio de Janeiro

    Falecimento, Rio de Janeiro

Como era a vida?

O mundo em Lisboa, 1736: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.

Quando Maria nasceu, em 1736, Lisboa pertencia ao Reino de Portugal, governado por D. João V.

Conhecido(a) por

D. Maria Ana de Bragança, foi a segunda filha do casamento do rei José I de Portugal com Mariana Vitória de Bourbon.

Quem governava
  • D. João V

    monarca de Portugal, 1706–1750 · Reino de Portugal

  • José I de Portugal

    monarca de Portugal, 1750–1777 · Reino de Portugal

  • Maria I de Portugal

    monarca de Portugal, 1777–1816 · Reino de Portugal

Nascidos no mesmo ano
  • James Watt

    Engenheiro britânico (1736-1819)

  • Joseph-Louis Lagrange

    Mathematician and astronomer (1736–1813)

  • Charles Augustin de Coulomb

    físico francês

  • Patrick Henry

    American Founding Father, orator and politician (1736 – 1799)

  • James Macpherson

    British writer, poet, translator and politician (1736-1796)

  • Jean Sylvain Bailly

    político francês

Moda

Valores do vestuário e estatuto nos inventários

Inventários de mercadores da época registam valores de vestuário em réis, como uma capa de mulher de telinha encarnada avaliada em 12.000 réis e uma capa de pano de homem em 3.000 réis. As roupas de uso diário comum eram raramente listadas, focando-se os inventários em peças de luxo que assinalavam o estatuto social.

O traje simples e festivo dos pescadores

Os pescadores vestiam habitualmente ceroulas de linho até ao joelho, um barrete de lã e um colete chamado sertum, usando jaqueta apenas em tempo frio. Em dias de festa, vestiam trajes formais com grandes fivelas de prata nos sapatos, recorrendo a empréstimos de amigos ou parentes caso não possuíssem um.

Música

Guitarras e violinos animavam festividades

Durante eventos sociais, quando as festividades se tornavam animadas, era comum os convidados tocarem guitarra ou violino e cantarem antes de passarem a dançar.

Música e dança em assembleias privadas

Em assembleias privadas, os convidados desfrutavam de música, dança, jogos de cartas e refeições, sendo que a quantidade de música refletia frequentemente o estatuto socioeconómico do anfitrião.

Como se viajava

Viagens terrestres lentas e difíceis

Devido às más estradas, as viagens de longa distância eram extremamente lentas; um viajante demorou cerca de 9 dias a ir do Porto a Lisboa, incluindo troços de carruagem e barco. As viagens por terra eram tão difíceis que muitos optavam por viajar por mar, apesar dos perigos.

Aluguer de carruagem sege

A sege era uma carruagem comum usada para viajar no final do século XVIII, custando entre 48 e 60 réis para alugar por um dia ou meio dia. Podia transportar dois passageiros e operar desde a manhã até à meia-noite.

Dia a dia

Cozinha simples e uso de azeite

A cozinha era um espaço simples, muitas vezes com um fogareiro e poucos utensílios; o azeite era a principal gordura utilizada, pois as normas religiosas restringiam o uso de gorduras animais em certos dias.

Água transportada por aguadeiros pagos

A água de consumo era frequentemente transportada por aguadeiros; numa casa nobre, pagavam-se 2$400 réis mensais a um "moço da água" por este serviço.

Comida

Regulação do preço e peso do pão

Em tempos de escassez, um arrátel de pão custava 10 réis, mas quando o preço do cereal subia até 500 réis, o peso do pão baixava para cerca de 0,3 quilogramas.

Por volta de 1739–1739

Elevado custo da carne de vaca

Em 1739, o preço da carne de vaca em Sines era tão elevado que não houve ofertas para a sua arrematação, tornando a venda livre.

Preços e salários

Preço e regulação do peso do pão

No século XVIII, o preço do pão estava ligado ao seu peso. Quando o preço do trigo atingia 40 réis por arrátel, um pão custava 10 réis, mas em tempos de escassez, o peso do pão era reduzido para manter a acessibilidade.

Durante a vida

  1. 1737

    Seca de 1737-1738 causa quebra de colheitas

    Uma seca severa que durou do final de 1737 até o início de 1738 levou a quebras de colheitas e problemas de saúde pública, gerando procissões religiosas por chuva em várias cidades.

  2. 1743

    Epidemia de varíola no Pará

    Uma devastadora epidemia de varíola atingiu a capitania do Pará, matando cerca de 4.900 pessoas apenas na capital.

  3. 1748

    Aqueduto das Águas Livres entra em operação

    O Aqueduto das Águas Livres, um enorme projeto de engenharia para fornecer água à cidade de Lisboa, começou a funcionar em 1748.

  4. 1755

    O Grande Terramoto de Lisboa de 1755

    O terramoto de 1755 matou até 90.000 pessoas e destruiu a maior parte de Lisboa, forçando os sobreviventes a viver em tendas enquanto o governo impunha construções resistentes a sismos.

  5. 1756

    Fundação da Companhia dos Vinhos do Douro

    O governo fundou a Companhia dos Vinhos do Alto Douro em 1756 para regular a produção e exportação de vinho, usando frequentemente métodos rigorosos que provocaram motins violentos.

  6. 1763

    Capital transferida para o Rio de Janeiro

    A capital colonial foi transferida de Salvador para o Rio de Janeiro em 1763 para gerir melhor o escoamento do ouro para a Europa.

Família

Antepassados e filhos

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Quatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.

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