Pular para o conteúdo

João de Bragança

1762–1762

Nasceu
20 out. de 1762, Palácio Nacional da Ajuda
País de nascimento
Reino de Portugal, hoje Portugal
Faleceu
20 out. de 1762
fatos
7
fontes
1
imagens e arquivos
0

Fatos e suas fontes

Toque num fato para ver de onde ele vem.

  • Nascimento20 out. de 1762, Palácio Nacional da AjudaProvável1 fonte
  • Falecimento20 out. de 1762Provável1 fonte
  • Pai ou mãePedro III de PortugalConfirmado1 fonte
  • Pai ou mãeMaria I de PortugalConfirmado1 fonte

Uma vida no tempo

  1. Nasceu · Palácio Nacional da Ajuda

    Nascimento, Palácio Nacional da Ajuda

  2. Morreu

    Falecimento

Como era a vida?

O mundo em Palácio Nacional da Ajuda, 1762: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.

Quando João nasceu, em 1762, Palácio Nacional da Ajuda pertencia ao Reino de Portugal, governado por José I de Portugal.

Quem governava
  • José I de Portugal

    monarca de Portugal, 1750–1777 · Reino de Portugal

Nascidos na mesma época
  • Manuel Maria Barbosa du Bocage

    1765 · escritor português (1765-1805)

  • Vieira Portuense

    1764 · pintor português

  • Emma Hamilton

    1765 · Mistress of Lord Nelson (1765-1815)

  • Valentino Fioravanti

    1764 · Italian composer (1764-1837)

  • Papa Gregório XVI

    1765 · 254.º Papa da Igreja Católica, de 1831 a 1846

  • Guilherme IV do Reino Unido

    1765 · Rei do Reino Unido e Hanôver (1830–1837)

Moda

Pescadores guardavam trajes de gala por gerações

Os pescadores usavam ceroulas de linho simples no trabalho, mas vestiam fatos de pano azul aos domingos e guardavam os seus melhores trajes de gala para dias de festa raros. Estes conjuntos preciosos eram frequentemente transmitidos através de gerações, de pais para filhos e até netos.

Linho reservado para trajes festivos vitalícios

Os habitantes das aldeias lavavam e coravam meticulosamente o linho fino para guardar em arcas de madeira, reservando estes materiais para serem cosidos à mão em roupas de festa especiais que durariam uma vida inteira. Em contraste, a estopa mais grosseira era usada para a roupa de trabalho diária, que era constantemente remendada por costureiras locais.

Música

Convívios sociais e entretenimento

Encontros sociais privados frequentemente incluíam música, dança e jogos de cartas, com os convidados a desfrutar de chá, chocolate e doces. Orquestras ou músicos individuais eram contratados, e os convidados participavam por vezes ao lado de profissionais; a dança era tão central que a entrada em eventos com bailes podia custar o dobro dos que não tinham.

A popular dança do fandango

No século XVIII, o fandango tornou-se tão popular em todas as classes sociais que alguns viajantes estrangeiros consideraram-no a dança nacional de Portugal. Originário dos teatros espanhóis, era dançado por pares usando castanholas ou estalando os dedos, frequentemente em tabernas e até em conventos.

Como se viajava

Viagem comum em calhambeques puxados por mulas

Devido às más condições das estradas, os veículos mais comuns em Lisboa eram calhambeques puxados por duas mulas, sendo frequentemente necessário viajar a cavalo ou de mula. O aluguel de um calhambeque na cidade custava 42 réis por dia.

Viagem em mulas de carga teimosas

Viajantes usavam frequentemente mulas de carga para se deslocar entre cidades; como esses animais eram muitas vezes teimosos e guiados por arrieiros que paravam constantemente em tabernas, os passageiros enfrentavam longos atrasos e o risco de acidentes.

Dia a dia

Custos de alojamento e refeições em Lisboa

Os viajantes em Lisboa podiam hospedar-se em quartos onde a alimentação diária, incluindo almoço e jantar, custava 30 réis, enquanto o quarto era pago à parte, variando entre 10 e 40 réis. Refeições mais simples em casas de pasto custavam habitualmente 12 réis.

Armazenamento e transporte de água em Lisboa

Nas casas nobres de Lisboa, a água para consumo diário era armazenada em talhas de barro vidrado ou barris, sendo frequentemente transportada até às casas sobre a cabeça de homens. Uma casa específica pagava 2.400 réis mensais a um funcionário para o fornecimento desta água essencial.

Comida

O bacalhau na mesa do povo

O bacalhau seco e salgado era uma proteína essencial para o povo, por ser acessível e de fácil conservação.

Lapas como alimento dos necessitados

Embora o peixe fosse uma fonte alimentar principal, mariscos como lapas eram frequentemente recolhidos das rochas pelos mais necessitados como fonte barata de calorias.

Preços e salários

Preços e pesos do pão nos anos 1700

Quando o preço do trigo atingia 40 réis por arrátel, o preço de uma libra de pão era fixado em 10 réis. Em tempos de escassez, se o preço do trigo subisse para 500 réis, o peso do pão era reduzido para cerca de 0,3 kg, conhecido como pão de vintém.

Salários e condições miseráveis dos soldados

Os soldados viviam muitas vezes com muito pouco, recebendo por vezes apenas comida pelo seu trabalho, e frequentemente com os salários atrasados por meses ou até anos. Isto resultava em soldados vistos muitas vezes com sapatos andrajosos e miseráveis.

Trabalho

Trabalhos comuns em Lisboa no século XVIII

Trabalhos urbanos comuns incluíam artesãos, vendedores ambulantes e diversos serviços como peixeiros, cabeleireiros e lavadeiras. As mulheres trabalhavam frequentemente como vendedoras independentes de pão, peixe e legumes, enquanto outras trabalhavam como lavadeiras ou empregadas domésticas.

Tarefas diárias de mulheres escravizadas

Mulheres escravizadas conhecidas como calhandreiras tinham a tarefa de carregar pesados potes de cerâmica com resíduos domésticos e água suja até a praia todos os dias. Para evitar os detritos jogados das janelas, os pedestres eram avisados pelo grito de rua Água Vai.

Família

Antepassados e filhos

Abrir a árvore completa

Quatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.

40 pessoas exibidas