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José, Príncipe do Brasil

1761–1788

Nasceu
20 ago. de 1761, Palácio Nacional da Ajuda
País de nascimento
Reino de Portugal, hoje Portugal
Faleceu
11 set. de 1788, Lisboa
fatos
8
fontes
3
imagens e arquivos
0

Fatos e suas fontes

Toque num fato para ver de onde ele vem.

  • Nascimento20 ago. de 1761, Palácio Nacional da AjudaProvável1 fonte
  • Falecimento11 set. de 1788, LisboaProvável1 fonte
  • Pai ou mãePedro III de PortugalConfirmado1 fonte
  • Pai ou mãeMaria I de PortugalConfirmado1 fonte

Uma vida no tempo

  1. Nasceu · Palácio Nacional da Ajuda

    Nascimento, Palácio Nacional da Ajuda

  2. Morreu · Lisboa

    Falecimento, Lisboa

Como era a vida?

O mundo em Palácio Nacional da Ajuda, 1761: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.

Quando José, nasceu, em 1761, Palácio Nacional da Ajuda pertencia ao Reino de Portugal, governado por José I de Portugal.

Conhecido(a) por

D. José Francisco Xavier de Paula Domingos António Agostinho Anastácio de Bragança foi o filho primogénito da Rainha D. Maria I e de seu consorte, D. Pedro III.

Quem governava
  • José I de Portugal

    monarca de Portugal, 1750–1777 · Reino de Portugal

  • Maria I de Portugal

    monarca de Portugal, 1777–1816 · Reino de Portugal

Nascidos na mesma época
  • António Leal Moreira

    1758 · composer

  • Vieira Portuense

    1764 · pintor português

  • Mary Robinson

    1758 · English poet, novelist, dramatist, actress (1758–1800)

  • Valentino Fioravanti

    1764 · Italian composer (1764-1837)

  • James Monroe

    1758 · político estadunidense, 5° presidente dos Estados Unidos da América

  • Heinrich Olbers

    1758 · astrônomo e médico alemão

Moda

Pescadores guardavam trajes de gala por gerações

Os pescadores usavam ceroulas de linho simples no trabalho, mas vestiam fatos de pano azul aos domingos e guardavam os seus melhores trajes de gala para dias de festa raros. Estes conjuntos preciosos eram frequentemente transmitidos através de gerações, de pais para filhos e até netos.

Linho reservado para trajes festivos vitalícios

Os habitantes das aldeias lavavam e coravam meticulosamente o linho fino para guardar em arcas de madeira, reservando estes materiais para serem cosidos à mão em roupas de festa especiais que durariam uma vida inteira. Em contraste, a estopa mais grosseira era usada para a roupa de trabalho diária, que era constantemente remendada por costureiras locais.

Música

Convívios sociais e entretenimento

Encontros sociais privados frequentemente incluíam música, dança e jogos de cartas, com os convidados a desfrutar de chá, chocolate e doces. Orquestras ou músicos individuais eram contratados, e os convidados participavam por vezes ao lado de profissionais; a dança era tão central que a entrada em eventos com bailes podia custar o dobro dos que não tinham.

A popular dança do fandango

No século XVIII, o fandango tornou-se tão popular em todas as classes sociais que alguns viajantes estrangeiros consideraram-no a dança nacional de Portugal. Originário dos teatros espanhóis, era dançado por pares usando castanholas ou estalando os dedos, frequentemente em tabernas e até em conventos.

Como se viajava

Viagem comum em calhambeques puxados por mulas

Devido às más condições das estradas, os veículos mais comuns em Lisboa eram calhambeques puxados por duas mulas, sendo frequentemente necessário viajar a cavalo ou de mula. O aluguel de um calhambeque na cidade custava 42 réis por dia.

Viagem em mulas de carga teimosas

Viajantes usavam frequentemente mulas de carga para se deslocar entre cidades; como esses animais eram muitas vezes teimosos e guiados por arrieiros que paravam constantemente em tabernas, os passageiros enfrentavam longos atrasos e o risco de acidentes.

Dia a dia

Custos de alojamento e refeições em Lisboa

Os viajantes em Lisboa podiam hospedar-se em quartos onde a alimentação diária, incluindo almoço e jantar, custava 30 réis, enquanto o quarto era pago à parte, variando entre 10 e 40 réis. Refeições mais simples em casas de pasto custavam habitualmente 12 réis.

Armazenamento e transporte de água em Lisboa

Nas casas nobres de Lisboa, a água para consumo diário era armazenada em talhas de barro vidrado ou barris, sendo frequentemente transportada até às casas sobre a cabeça de homens. Uma casa específica pagava 2.400 réis mensais a um funcionário para o fornecimento desta água essencial.

Comida

O bacalhau na mesa do povo

O bacalhau seco e salgado era uma proteína essencial para o povo, por ser acessível e de fácil conservação.

Lapas como alimento dos necessitados

Embora o peixe fosse uma fonte alimentar principal, mariscos como lapas eram frequentemente recolhidos das rochas pelos mais necessitados como fonte barata de calorias.

Preços e salários

Preços e pesos do pão nos anos 1700

Quando o preço do trigo atingia 40 réis por arrátel, o preço de uma libra de pão era fixado em 10 réis. Em tempos de escassez, se o preço do trigo subisse para 500 réis, o peso do pão era reduzido para cerca de 0,3 kg, conhecido como pão de vintém.

Salários e condições miseráveis dos soldados

Os soldados viviam muitas vezes com muito pouco, recebendo por vezes apenas comida pelo seu trabalho, e frequentemente com os salários atrasados por meses ou até anos. Isto resultava em soldados vistos muitas vezes com sapatos andrajosos e miseráveis.

Durante a vida

  1. 1769

    Abolição da escravatura em Portugal continental

    Em 1769, o Marquês de Pombal aboliu a escravatura em Portugal continental e na Índia portuguesa, alterando significativamente o estatuto jurídico dos escravizados.

  2. 1780

    Fundação da Casa Pia em Lisboa

    Em 1780, foi fundada a Casa Pia de Lisboa como uma instituição de caridade para apoiar os necessitados, inaugurando as suas instalações em Outubro do mesmo ano.

  3. 1785

    Proibição de circulação de moeda estrangeira

    Em 1785, a Coroa proibiu a circulação de moeda estrangeira em Portugal, afetando as transações financeiras diárias das pessoas comuns.

Família

Antepassados e filhos

Abrir a árvore completa

Quatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.

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