Francisco, Duque de Beja
1691–1742
- Nasceu
- 25 maio de 1691, Lisboa
- País de nascimento
- Reino de Portugal, hoje Portugal
- Faleceu
- 21 jul. de 1742, Óbidos
- fatos
- 8
- fontes
- 3
- imagens e arquivos
- 0
Fatos e suas fontes
Toque num fato para ver de onde ele vem.
- Nascimento25 maio de 1691, LisboaProvável1 fonte
- Falecimento21 jul. de 1742, ÓbidosProvável1 fonte
- Pai ou mãePedro II de PortugalConfirmado1 fonte
- Pai ou mãeMaria Sofia Isabel de NeuburgoConfirmado1 fonte
Uma vida no tempo
Nasceu · Lisboa
Nascimento, Lisboa
Morreu · Óbidos
Falecimento, Óbidos
Como era a vida?
O mundo em Lisboa, 1691: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.
Quando Francisco, nasceu, em 1691, Lisboa pertencia ao Reino de Portugal, governado por Pedro II de Portugal.
D. Francisco de Bragança, de seu nome completo Francisco Xavier José António Bento Urbano de Bragança, foi um infante de Portugal, 3º filho do rei D. Pedro II de Portugal e de sua 2ª esposa Maria Sofia de Neuburgo. Foi batizado pomposamente a 20 de junho de 1691 em Lisboa, na capela real, pelo arcebispo de Lisboa e capelão-mor D.
Pedro II de Portugal
monarca de Portugal, 1683–1706 · Reino de Portugal
D. João V
monarca de Portugal, 1706–1750 · Reino de Portugal
Ostentação de estatuto nos guarda-roupas mercantis
Durante este período, os mercadores selecionavam cuidadosamente os seus guarda-roupas para projetar estatuto, documentando frequentemente peças caras como vestidos de seda ou calções de veludo nos seus inventários, enquanto omitiam o vestuário diário comum. Símbolos de riqueza e posição social incluíam peças como uma capa feminina de cor encarnada avaliada em 12.000 réis ou um fato de pano fino custando 10.000 réis.
Manutenção da aparência com roupas limitadas
Indivíduos de estratos sociais inferiores tentavam manter a aparência lavando e ensaboando punhos e colarinhos, e usando sebo para manter os sapatos brilhantes, mesmo com solas furadas. Aplicavam pós aos chapéus para esconder o desgaste, numa tentativa de projetar um status social mais elevado.
Música de dança doméstica para amadores
Amadores abastados em contextos domésticos tocavam música de dança de estilo francês, adaptada para instrumentos como o teclado, guitarra, alaúde e harpa. Estes arranjos eram frequentemente facilitados pela circulação de partituras simplificadas.
Vida musical religiosa em Angra
Em Angra, as gentes comuns frequentavam igrejas onde ouviam cantochão, cânticos congregacionais e, ocasionalmente, polifonia ou música instrumental. Algumas ermidas, como a de Nossa Senhora dos Remédios, eram muito concorridas para o canto diário do terço.
Caos de trânsito nas ruas de Lisboa
Em Lisboa, no final do século XVII, os coches eram artigos de luxo que causavam congestionamentos severos nas ruas medievais estreitas, provocando disputas violentas entre passageiros da elite. Devido ao seu tamanho e à topografia da cidade, as liteiras e cadeirinhas continuaram a ser o meio de transporte preferido da nobreza.
Distâncias diárias de viagem eram limitadas
Uma distância diária padrão para uma comitiva apressada com cavalos era de cerca de 40 quilômetros, embora as velocidades fossem muito menores se usassem bois.
Utensílios de Cozinha e Custos
Enquanto os potes de cerâmica eram comuns e custavam cerca de 5 réis cada, os potes de metal eram considerados itens caros. Famílias pobres frequentemente dependiam de lareiras simples para cozinhar, pois lareiras especializadas eram comparativamente raras no clima português.
A Casa Rural e a Lareira Polivalente
Nas casas rurais, a lareira era o polo aglutinador das vivências do quotidiano, servindo para cozinhar, descansar e conviver, frequentemente num piso térreo de terra batida. As habitações eram muitas vezes unicelulares, com mobiliário multifuncional, como mesas que serviam tanto para comer como para sentar.
O bacalhau como alimento básico
Durante o final do século XVII, as famílias portuguesas comuns dependiam do bacalhau seco e salgado como uma fonte essencial e acessível de proteína, especialmente durante períodos religiosos de abstinência como a Quaresma. O bacalhau era valorizado pelos pobres porque era totalmente aproveitado — do lombo à língua — tornando-o económico e duradouro na cozinha.
Pão usado como espessante
Para engrossar caldos e guisados, uma prática comum era o uso de pão; por exemplo, uma receita de recheio de peixe incluía cinco réis de pão ralado.
Mudanças nos preços do azeite em Lisboa
Os preços do azeite em Lisboa mantiveram-se constantes até 1670, baixando depois até cerca de 1692 antes de iniciarem uma subida constante.
Renda de trigo em Avis no século XVIII
Em 1700, um morador da vila de Avis pagou um imposto de 520 réis pelo trigo que devia de foro pela Herdade da Cortezia.
Salários estagnados e níveis de vida voláteis
Os trabalhadores em centros urbanos como Lisboa e Coimbra enfrentaram salários diários estagnados ao longo do século, significando que os seus níveis de vida eram quase totalmente determinados pelas flutuações voláteis dos preços anuais dos alimentos. Historiadores estimam que os trabalhadores trabalhavam tipicamente cerca de 250 dias por ano, contabilizando doenças e dias sem trabalho.
Encargos do dízimo e reservas de pão da Igreja
Os lavradores eram obrigados a entregar cerca de dez por cento da sua produção à Igreja, muitas vezes gerida por comendadores locais que vendiam os rendimentos em dinheiro, independentemente das necessidades dos povos. Este encargo era tão significativo que, em tempos de carestia, a comunidade dependia muitas vezes das reservas de pão da Igreja para sobreviver ou para empréstimos de sementes.
Durante a vida
- 1692
Grande seca interrompe a indústria da seda
Uma seca severa atingiu o país, causando grandes interrupções na indústria de seda portuguesa.
- 1703
Tratado Comercial Anglo-Português de 1703
O Tratado de Methuen de 1703 permitiu a importação de lanifícios britânicos sem impostos, enquanto concedia aos vinhos portugueses taxas alfandegárias mais baixas na Inglaterra.
- 1724
Tempestade devastadora de 1724 atinge Lisboa
Uma violenta tempestade de vento e chuva em 19 de novembro de 1724 causou destruição generalizada em Lisboa e arredores, matando mais de 160 pessoas.
- 1737
Seca de 1737-1738 causa quebra de colheitas
Uma seca severa que durou do final de 1737 até o início de 1738 levou a quebras de colheitas e problemas de saúde pública, gerando procissões religiosas por chuva em várias cidades.
Família
Antepassados e filhos
Abrir a árvore completaQuatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.
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