Luísa de Bragança
1679–1732
- Nasceu
- 9 jan. de 1679, Lisboa
- País de nascimento
- Reino de Portugal, hoje Portugal
- Faleceu
- 23 dez. de 1732, Évora
- fatos
- 6
- fontes
- 1
- imagens e arquivos
- 0
Fatos e suas fontes
Toque num fato para ver de onde ele vem.
- Nascimento9 jan. de 1679, LisboaProvável1 fonte
- Falecimento23 dez. de 1732, ÉvoraProvável1 fonte
- Pai ou mãePedro II de PortugalConfirmado1 fonte
Uma vida no tempo
Nasceu · Lisboa
Nascimento, Lisboa
Morreu · Évora
Falecimento, Évora
Como era a vida?
O mundo em Lisboa, 1679: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.
Quando Luísa nasceu, em 1679, Lisboa pertencia ao Reino de Portugal, governado por Afonso VI de Portugal.
Afonso VI de Portugal
monarca de Portugal, 1656–1683 · Reino de Portugal
Pedro II de Portugal
monarca de Portugal, 1683–1706 · Reino de Portugal
D. João V
monarca de Portugal, 1706–1750 · Reino de Portugal
Ostentação de estatuto nos guarda-roupas mercantis
Durante este período, os mercadores selecionavam cuidadosamente os seus guarda-roupas para projetar estatuto, documentando frequentemente peças caras como vestidos de seda ou calções de veludo nos seus inventários, enquanto omitiam o vestuário diário comum. Símbolos de riqueza e posição social incluíam peças como uma capa feminina de cor encarnada avaliada em 12.000 réis ou um fato de pano fino custando 10.000 réis.
Música e celebrações da Epifania
Durante as celebrações da Epifania de 1674, pastores eram retratados a realizar comédias e a festejar com gaita e castanholas.
Música de dança doméstica para amadores
Amadores abastados em contextos domésticos tocavam música de dança de estilo francês, adaptada para instrumentos como o teclado, guitarra, alaúde e harpa. Estes arranjos eram frequentemente facilitados pela circulação de partituras simplificadas.
Caos de trânsito nas ruas de Lisboa
Em Lisboa, no final do século XVII, os coches eram artigos de luxo que causavam congestionamentos severos nas ruas medievais estreitas, provocando disputas violentas entre passageiros da elite. Devido ao seu tamanho e à topografia da cidade, as liteiras e cadeirinhas continuaram a ser o meio de transporte preferido da nobreza.
Utensílios de Cozinha e Custos
Enquanto os potes de cerâmica eram comuns e custavam cerca de 5 réis cada, os potes de metal eram considerados itens caros. Famílias pobres frequentemente dependiam de lareiras simples para cozinhar, pois lareiras especializadas eram comparativamente raras no clima português.
A Casa Rural e a Lareira Polivalente
Nas casas rurais, a lareira era o polo aglutinador das vivências do quotidiano, servindo para cozinhar, descansar e conviver, frequentemente num piso térreo de terra batida. As habitações eram muitas vezes unicelulares, com mobiliário multifuncional, como mesas que serviam tanto para comer como para sentar.
O bacalhau como alimento básico
Durante o final do século XVII, as famílias portuguesas comuns dependiam do bacalhau seco e salgado como uma fonte essencial e acessível de proteína, especialmente durante períodos religiosos de abstinência como a Quaresma. O bacalhau era valorizado pelos pobres porque era totalmente aproveitado — do lombo à língua — tornando-o económico e duradouro na cozinha.
Dieta diária de um trabalhador rural
Um trabalhador rural do século XVII consumia tipicamente até 1 quilograma de pão por dia, acompanhado por caldo, vegetais, pequenas quantidades de carne ou peixe e grandes quantidades de vinho.
Mudanças nos preços do azeite em Lisboa
Os preços do azeite em Lisboa mantiveram-se constantes até 1670, baixando depois até cerca de 1692 antes de iniciarem uma subida constante.
Níveis de vida em queda nos anos 1600
Durante o século XVII, os níveis de vida tanto de trabalhadores qualificados como indiferenciados em cidades como Lisboa e Coimbra caíram, colocando Portugal entre os países europeus com níveis de vida em declínio na época.
Salários estagnados e níveis de vida voláteis
Os trabalhadores em centros urbanos como Lisboa e Coimbra enfrentaram salários diários estagnados ao longo do século, significando que os seus níveis de vida eram quase totalmente determinados pelas flutuações voláteis dos preços anuais dos alimentos. Historiadores estimam que os trabalhadores trabalhavam tipicamente cerca de 250 dias por ano, contabilizando doenças e dias sem trabalho.
Encargos do dízimo e reservas de pão da Igreja
Os lavradores eram obrigados a entregar cerca de dez por cento da sua produção à Igreja, muitas vezes gerida por comendadores locais que vendiam os rendimentos em dinheiro, independentemente das necessidades dos povos. Este encargo era tão significativo que, em tempos de carestia, a comunidade dependia muitas vezes das reservas de pão da Igreja para sobreviver ou para empréstimos de sementes.
Tempos de entrega longos e incertos
O correio internacional era relativamente eficiente em comparação com as rotas domésticas, mas as viagens terrestres dentro de Portugal eram notoriamente lentas e pouco fiáveis. A correspondência por toda a Europa podia levar de um a cinco meses, dependendo das condições e da rota escolhida.
Estafetas e almocreves entregavam cartas pessoais
Os cidadãos comuns dependiam de almocreves e correios de pé para transportar cartas, pois não existia um sistema postal público organizado à disposição da população. Redes institucionais, como a Igreja e a Inquisição, utilizavam os seus próprios estafetas dedicados para transportar mensagens.
Durante a vida
- 1692
Grande seca interrompe a indústria da seda
Uma seca severa atingiu o país, causando grandes interrupções na indústria de seda portuguesa.
- 1703
Tratado Comercial Anglo-Português de 1703
O Tratado de Methuen de 1703 permitiu a importação de lanifícios britânicos sem impostos, enquanto concedia aos vinhos portugueses taxas alfandegárias mais baixas na Inglaterra.
- 1724
Tempestade devastadora de 1724 atinge Lisboa
Uma violenta tempestade de vento e chuva em 19 de novembro de 1724 causou destruição generalizada em Lisboa e arredores, matando mais de 160 pessoas.
Família
Antepassados e filhos
Abrir a árvore completaQuatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.
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