Fernando Maria Luís de Bragança
1846–1861
- Nasceu
- 23 jul. de 1846, Lisboa
- País de nascimento
- Reino de Portugal, hoje Portugal
- Faleceu
- 6 nov. de 1861, Lisboa
- fatos
- 8
- fontes
- 3
- imagens e arquivos
- 0
Fatos e suas fontes
Toque num fato para ver de onde ele vem.
- Nascimento23 jul. de 1846, LisboaProvável1 fonte
- Falecimento6 nov. de 1861, LisboaProvável1 fonte
- Pai ou mãeFernando II de PortugalConfirmado1 fonte
- Pai ou mãeMaria II de PortugalConfirmado1 fonte
Uma vida no tempo
Nasceu · Lisboa
Nascimento, Lisboa
Morreu · Lisboa
Falecimento, Lisboa
Como era a vida?
O mundo em Lisboa, 1846: quem governava, quem mais estava vivo, como as pessoas viviam. É história geral, não um registro sobre a família, e cada item mostra de onde vem.
Quando Fernando nasceu, em 1846, Lisboa pertencia ao Reino de Portugal, governado por Maria II de Portugal.
Fernando de Bragança, foi um Infante de Portugal, quarto filho da rainha Maria II de Portugal, e de seu marido, o rei Fernando II.
Maria II de Portugal
monarca de Portugal, 1834–1853 · Reino de Portugal
Pedro V de Portugal
monarca de Portugal, 1853–1861 · Reino de Portugal
Luís I de Portugal
monarca de Portugal, 1861–1889 · Reino de Portugal
Alexandre de Serpa Pinto
militar e explorador Portuguès
Joaquim Pimenta de Castro
político português (1846-1918)
Buffalo Bill
American soldier and showman (1846–1917)
Helena do Reino Unido
Princesa do Reino Unido (1843–1923) e Princesa de Eslésvico-Holsácia (1866–1923)
Francesco Paolo Tosti
Italian, later British composer and music teacher (1846–1916)
Henryk Sienkiewicz
romancista de Império Russo
Ouro no traje camponês madeirense
Na Madeira, as mulheres do campo abastadas identificavam-se por correntes de ouro, que davam duas voltas ao pescoço e prendiam à parte inferior dos seus corpinhos coloridos e, por vezes, bordados. Tanto homens como mulheres apertavam as suas camisas de linho fino com botões, por vezes de ouro.
Fatos de festa herdados pelos pescadores
Os pescadores da Beira Litoral usavam, em dias de festa, fatos passados de geração em geração, que incluíam casacos e coletes do tempo do Marquês de Pombal, calções e sapatos com grandes fivelas de prata. Quem não possuía este traje, servia-se por empréstimo de amigos ou familiares.
Música na capela real
Na capela real, os organistas por vezes tocavam árias consideradas demasiado ternas e voluptuosas para a solenidade dos serviços religiosos. As cerimónias religiosas eram espetáculos que combinavam música, incenso e luzes para comover profundamente as multidões de joelhos.
As origens do Fado
O fado surgiu na Lisboa do século XIX como uma forma de música espontânea cantada em tabernas, ruas e casas, frequentemente associada a figuras marginalizadas como marinheiros e cocheiros. Os intérpretes improvisavam frequentemente poesia sobre o amor e a vida quotidiana, por vezes acompanhados por guitarras.
Dependência de Viagens Fluviais e Costeiras
Devido à falta de estradas e transportes públicos adequados, as viagens fluviais e costeiras eram essenciais, embora fossem frequentemente lentas, desconfortáveis e arriscadas. Num caso registado, uma viagem de barco entre Alhandra e Lisboa ficou parada devido à maré baixa e ao nevoeiro, forçando os passageiros a esperar até à meia-noite para chegar ao destino.
Perigos Surpreendentes em Viagens de Mula
Os viajantes montavam frequentemente mulas em albardas de carga sem estribos, rédeas ou freios, deixando os animais seguir os seus trilhos habituais por entre os pinheiros. Como os animais estavam treinados para reconhecer as tabernas, frequentemente galopavam ao avistá-las, forçando os passageiros a baixar-se para evitar bater com a cabeça nos umbrais das portas.
Ambientes de aprendizagem informais nas "casas da escola"
O ensino ocorria frequentemente em ambientes informais conhecidos como "casa da escola", onde o espaço de habitação do professor era combinado com as salas de aula. Estes espaços mantinham frequentemente uma atmosfera doméstica, utilizando por vezes objetos domésticos juntamente com artigos especializados, como as ardósias lancasterianas.
Instalações limitadas de água, higiene e cozinha
As habitações comuns não tinham água canalizada ou saneamento, dependendo muitas vezes de métodos dispendiosos ou difíceis de recolha de água; a higiene era rudimentar e muitas casas urbanas eram ocupadas por várias famílias. O aquecimento e a iluminação eram limitados e, em muitas casas populares, cozinhava-se sobre três pedras em vez de fogões.
Rotinas diárias e refeições em tabernas
Os trabalhadores frequentemente começavam o dia às 6 da manhã com um mata-bicho, composto por pão e um copo de aguardente, antes de irem para o trabalho. Refeições em tabernas também eram comuns, onde os homens podiam comer meio pão, carapaus e um quartilho de vinho.
Alimentos básicos das famílias comuns
As famílias comuns comiam tipicamente broa, sardinhas e sopas de vegetais, batatas e feijão. Carne e peixe eram escassos, tornando a sardinha um alimento básico para os pobres, muitas vezes esfregada no pão para dar sabor.
Preço da entrada no Palácio de Cristal
Enquanto a burguesia desfrutava do lazer aos domingos, aqueles que podiam pagar a entrada desembolsavam 50 réis para visitar o Palácio de Cristal no Porto.
Baixos salários de operários no Porto
No Porto, os operários fabris recebiam, em média, 420 réis por dia no final do século XIX, enquanto as operárias jovens recebiam muitas vezes apenas cerca de 40 réis, um valor que não dava para comprar um quilo de pão.
Durante a vida
- 1846
Revolta da Maria da Fonte (1846)
As revoltas da Maria da Fonte eclodiram em 1846 devido a novos impostos e leis de saúde, provocando guerra civil e agitação social entre o campesinato.
Família
Antepassados e filhos
Abrir a árvore completaQuatro gerações para trás à direita, os filhos à esquerda. O número ao lado de um filho conta as gerações de descendentes conhecidas depois dele.
82 pessoas exibidas